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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Brasil, o país do futuro!

O relatório "Juventude Mundial 2007", feito pela ONU, indicou que o Brasil é um dos paises da America do Sul com maior quantidade de anos programados para estudo de jovens entre 15 e 24 anos, entretanto, na hora do vamos ver, o Brasil passa a ser um dos piores, com uma das menores médias de anos na escola, 8,4 anos.Para situarmos como estamos, podemos pegar exemplos que não são os extremos de melhores ou piores, tais como a Argentina, com média de 10,5 anos e Nicarágua, com 7,9 anos.

Isso vem a mostrar o quanto estamos mal no quesito educação, no entanto, há uma ressalva, pois este mesmo estudo mostra que nossos antepassados estudavam uma média de 7,5 anos. Ou seja, a cada ano que passa, estamos aumentando esta média, ou seja, ficando melhor, ou ficando menos pior. Tudo bem que, como diria aquela música, "Com passos de formiga e sem vontade".

Infelizmente está análise não apresenta uma média anual por classe social, o que seria bem interessante para saber de quem é o interesse de estudarmos tão pouco, mas uma outra matriz apresenta um indice de assiduidade. Entre os 20% dos jovens entre 13 e 19 anos das camadas mais pobres, a assiduidade é de 73,6%, enquanto que nos 20% das camadas mais ricas, este valor sobe para 89,8%.

Ou seja, quem mais precisa do estudo para melhorar de vida, não comparece as escolas. Sabemos que pode haver uma infinidade de razões para este fato ocorrer, mas em suma, o que realmente falta, é vontade política e cobrança de toda a sociedade para que este quadro mude, mas, para muitos, este quadro está bom, pois não se poder haver ricos se não existirem pobres.

Não tarde, há de ser mencionado que é vergonhoso o nível de qualidade do ensino no Brasil. Em sua maioria o que vemos são somente analfabetos funcionais, educados para trabalhos braçais e doutrinados a aceitar aquilo que lhe é imposto. Ao meu ver, o que é mais grave não é a pouca quantidade de anos que passamos na escola, mas sim a qualidade de ensino que nos é oferecida e a qualidade e quantidade que é compreendida por nós. Como diria Casoy: “Isso é uma vergonha”!.

8 comentários:

Wagnelson da Silva disse...

De fato nossa educação escolar não anda nada boa. O pior é que aqueles que deveriam ir a escola e não o fazem, passam esse costume para seus sucessores. Esse vício vem se repetindo há gerações e ainda não conseguimos mudar essa história e fazer com que nossa sociedade passa caminhar com mais dignidade.
Interessante é o fato de falar-se apenas em 'economia', sendo certo nossa dependencia pelas demais economias desenvolvidas. Quando nossa nação irá assimilar que nosso esquecimento educacional faz a base da nossa economia? Quando daremos prioridade àqueles que irão "pilotar a nave" no futuro próximo, quem sabe no próprio presente? Afinal, qual será o objetivo do nosso Estado, enriquecer para fora, ou preservar o que é gigante pela própria natureza?

Alfredo disse...

É amigo, concordo plenamente com você. E o pior de tudo, é que o governo do estado se vale de pesquisas como essa que você citou para defender a progressão continuada, sob o argumento que não se pode reprovar o aluno para que ele não desista de estudar. De certa forma, até concordo que a reprovação não é a melhor maneira de resolver casos de alunos que não atingem o mínimo rendimento, mas aprová-los sem nem sequer fazer uma recuperação é um absurdo! E no final disso tudo, o aluno sai da escola semi analfabeto e sem preparo nenhum para o mundo e, advinhem, para variar, a culpa como sempre acaba caindo sob o professor.

Magno disse...

Agora vai!
O governo do estado de SP tem programado para este início de 2008 os cursos de verão. Seis semanas de aula para os alunos repetentes, com reforços em Lingua Portuguesa e Matemática. Nada mais.

Pra que mais que lingua Portuguesa e Matemática???? Se aumentar as disciplinas, daqui a pouco as crianças começarão até a pensar e isso poderá ser muito perigoso!!

Wagnelson da Silva disse...

De fato é perigoso ter pessoas pensado aqui na barca. O que seria dos bancos se as pessoas penasssem? Como fariam a pessoas para dar golpes e desfrutar das vantagens obtidas ilicitamente?
Felizmente, a República das Bananas é um paraiso para pessoas cujos ideais são dispares dos nossos. Dissidentes somos em debater melhorias para a educação e colocar esse assunto em paupa foi fantástco na primeira semana de discussões. Sugiro que guardemos esse assunto para, em algum tempo, voltarmos a a decidir o que é melhor para nossa "árvore"

E Alfredo, os professores, pelo menos 90% deles, não tem a didática necessária para educar uma pessoa, quem dirá um grupo inteiro. Mas mesmo assim são corajosos, pois enfrentam dificuldades que nem o dinheiro é suficiente para mantê-los no cargo. É como ir à guerra com a promessa de receber fortuna em dinheiro quando voltar.

Alfredo disse...

Aulas de recuperação de matemática e português, parece que essas são as únicas matérias fundamentais na vida do indivíduo... Vários alunos meus não atingiram a média em história nesse ano e no entanto foram "aprovados pelo conselho", sem nem sequer fazer recuperação.

Wagner: Não diga uma coisa dessas... É verdade que muitos professores são incapazes e estão na educação porque não precisaram fazer prova nem passar em entrevista. Mas a maior parte dos professores é sim muito capaz de educar os alunos. A questão que se abre é que fica quase impossível você atingir bons resultados diante da situação existente, com salas superlotadas (cerca de 50 alunos por sala, enquanto que países desenvolvidos possuem uma média de 20 - 25), falta de material didático, violência na sala de aula (um dia desses quase levei uma pedrada em plena sala de aula!), narcotráfico nas escolas, baixo salário... Enfim, existe uma infinidade de fatores que impedem os professores realmente dedicados de mostrar o seu trabalho. É preciso levar isso em consideração antes de fazer um julgamento dos profissionais que estão atuando na área.

Wagnelson da Silva disse...

Alfredo:
fiz menção a 90% deles. Pode ser que os 10% restantes, que talvez frequentem de fato as salas de aula, possam passar por tudo isso que você relacionou acima. É visível a falta de interesse nos profissionais, ainda mais das escolas públicas, cujos estatutos alivia a falta de comprometimento deles. É triste ver a educação assim, mas fico contente por você tentar desempenhar um bom trabalho, já que estamos longe de dispor de condições propicias para uma boa educação. Mas essa história não é só nos colégios. Parece uma praga que atinge todo o setor público, digo Forum, Receita Federal, Prefeitura, Delegacias de Polícia, e tantos outros que não é preciso aqui expor. Chego a acreditar que o pais está falido para com ele mesmo, ou pelo menos com os orgãos que ele faz gerir. Melhor não levarmos isso ao cabo, pois estariamos tratando de um assunto interminável.

Alfredo disse...

Desculpe, mas não posso me calar diante de uma falácia dessas. Dizer que 90% dos professores são incapazes, sem comprometimento ou ainda que não frequentam as aulas é um absurdo sem precedentes. Duvido que alguém possa provar, com dados concretos uma coisa dessas. Você afirma isso, amigo, com base única na sua especulação, e isso, como você mesmo sabe, não é digno de crédito. E não existe nenhum estatuto que defenda a ausência dos professsores em sala de aula... O que existe é uma regulamentação própria para o cargo que, por não ser do tipo CLT, necessita de legislação específica.

Tome cuidado para não repetir discursos de revistas sensacionalistas como VEJA ou ÉPOCA. Essas revistas obedecem à lógica de mercado, ou seja, querem vender, e para isso procuram seguir a vontade imediatista do povo e apontar um culpado para tudo e, no caso da educação, o culpado passa a ser o professor que, longe disso, na verdade é vítima de um sistema que desvaloriza a educação como um todo.

E não acho que dá para enfiar todos os problemas do funcionalismo público num mesmo saco e dize que tudo é igual, sou funcionário público desde 2000 e acredito que cada setor tem problemas específicos que devem ser analisados separadamente.

Magno disse...

Só dando número aos bois:
- SP tem +/- 230 mil professores ativos, destes, diariamente faltam 30 mil, algo em torno de 13% de faltas diariamente.

Palavras da Folha de SP:
"...
Atualmente, o funcionário que não vai trabalhar não tem o dia descontado desde que apresente um atestado de consulta ou exame médico e desde que as ausências não ocorram em dias consecutivos. Ele pode faltar sem problemas na segunda-feira, na quarta e na sexta - mas não na segunda e terça-feira, por exemplo.
...
nessa situação
(licença médica), não existe restrição ao número de faltas, mas o servidor precisa passar pela perícia médica do Estado.
..."

Existe até um projeto na Assembléia Legislativa para limitar o número de falta por doença (consultas e exames) para seis dias por ano, mas acho meio absurdo, pois, mesmo se têm aqueles que abusam, não acho muito justo limitar a quantidade de dias que se pode ficar doente. Dá a impressão que você escolhe se vai ficar doente ou não, ou talvez, fica estampado que a maioria destes casos são de pura pilantragem de alguns e que todos sabem e agem desta forma para limitar o tamanho desta pilantragem.
Mas é muito importante ressaltar que em toda a profissão tem os bons e maus profissionais, no caso dos professores, acho que a maioria é de bons profissionais, mas que por vezes acabam desmotivados ou desencorajados a exercer esta profissão tão fundamental para presente e futuro, e passam a ser apenas professores medíocres.