Boas Vindas!

Você está no Congresso Nacional!
Um lugar onde se junta pessoas dos mais diversos estilos, etnias, gostos e opiniões e ficam aqui, sem qualquer tipo de receio, levando a banca suas palavras e considerações sobre os mais diversos assuntos.
Vamos apresentar nossas idéias, debatê-las ao fundo e, se alguma coisa for útil, agregar às nossas, se não, engavetá-las!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Novo do Guns N' Roses reflete esquizofrenia de sua história de gravação

'Chinese democracy' patina entre o hard rock e a música eletrônica.
Aguardado há 15 anos, disco tem lançamento em 25 de novembro.

Agora, sim: se você for um cidadão norte-americano, já pode encomendar a sua Dr. Pepper de graça. Contrariando as previsões mais pessimistas da fabricante de refrigerantes, o novo álbum do Guns N' Roses, "Chinese democracy", existe, sai em 25 de novembro deste ano, e o G1 já ouviu todas as 14 faixas do disco em uma sessão fechada para jornalistas na noite desta terça-feira (11) em São Paulo.

Aguardado há quase 15 anos (desde o disco de covers "The spaghetti incident", de 1993), o sempre prometido "Chinese democracy" foi adiado sucessivas vezes e acabou virando alvo de piadas, correndo o risco de se tornar o "disco perdido" do GN'R, que atualmente só conta com o vocalista Axl Rose da formação original.

Primeiro as boas notícias aos fãs de Axl: a voz dele ainda mantém aquele timbre característico, agudo e levemente rouco, e muitas vezes o cantor grita como se esivesse em 1989. As guitarras também carregam os timbres, riffs e mesmo os alguns solos que caracterizaram o período em que o cabeludo de cartola Slash (hoje guitarrista da Velvet Revolver) ainda fazia parte da banda.

Mas apesar de preservar certas características que ajudaram a criar a identidade do Guns N' Roses, "Chinese democracy" não soa como um álbum de hard rock, gênero no qual a banda se consagrou. Na verdade, o disco flerta bastante é com a "rocktrônica" dos anos 90: a segunda faixa, "Shacler's revenge" (lançada inicialmente no videogame "Rock band 2"), poderia ter saído de uma colaborção de Axl com White Zombie ou com Prodigy, dependendo da referência do ouvinte.

Juntando os trapos
As orquestrações e programações se espalham por todo o disco, como numa versão revisitada da trilha sonora do filme "Spawn", que juntava bandas de rock pesado com artistas de música eletrônica.

Toques orientais figuram na introdução da faixa-título e em "If the world", enquanto as baladas "Street of dreams" e "This I love" disputam o posto de "nova 'November rain'". "Scrapped" pode trazer a lembrança de "Welcome to the jungle" (com um pouco de boa vontade, claro) com um clima de r'n'b dos anos 90, enquanto "Sorry" é uma balada eletrônica com vocais processados.

Mas graças a essas mesmas orquestrações épicas, programações eletrônicas parecendo datadas e vocais variando em timbre, tom e volume, "Chinese democracy" soa como uma colagem das várias fases de gravação pelas quais o álbum passou -- algumas faixas contam com até cinco guitarristas diferentes.

Engenheiro de som de bandas como Rage Against the Machine e Pearl Jam, o co-produtor Caram Costanzo até se esforça, mas a tendência é que o disco descambe para a mesma esquizofrenia que marcou toda a sua história de gravação.

Quanto aos fãs, a aprovação do disco deve variar de acordo com o grau de nostalgia e paciência de cada um. Mas, para quem esperou tanto tempo, paciência não deve ser uma virtude em falta.

6 comentários:

Darth Magnus disse...

Quem disse que milagres não acontecem??? Olha ai um!

Pode ter demorado ai uns 15 anos.. perdido parte de suas características e todos integrantes (menos um), mas comprarei da mesma forma!!!

Se o amor é cego, ser fã tem destas coisas tb!!! rsrs

Wagnelson da Silva disse...

Bobeira.

Pense que daqui 5 ou 10 anos o cd será demais. É o que eu faço em relação ao Pearl Jam.

Abraços.

Dirty Evil Bastard disse...

Magno, seria melhor baixar na internet. É livre de qualquer ônus...

Mas esse disco vai ser foda de bom daqui uns 10 anos, isso sim. Engraçado como enquanto ele ficou gravando esse disco tivemos o surgimento e consagração da internet, guerra dos balcãs, do iraque, clinton/bush, virada do milênio, morte de george harrisson, disco novo do Caetano e claro... milhares de pessoas morrendo de fome no mundo todo.

Wagnelson da Silva disse...

Concordo com o irlandês.
Acedito que o Guns pode até doar o dinheiro que arrecadar com as vendas dos discos para alimentar as pessoas que passam fome pelo mundo. Inclusive, podem aproveitar para levar algumas destas pessoas para saborear o lanche do Mc Donalds no Mc Dia Feliz, assim, derrubariam dois urubus com um cuspe só.

sejO! disse...

Besteira, deixe os caras, é o ganha pão deles.

Quanto a fome...

Darth Magnus disse...

É o seguinte... já comprei... recebi e escutei... nada de inovador, óbvio, mas não é ruim como as críticas... os caras esperavam o que um "Appetite For Destruction"? Ou talvez um "Nevermind"?

Eu gostei.... apesar que sou fã incondicional da banda! rsrs